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sábado, 29 de junho de 2013

Resenha: Tromeo e Juliet


Gente da noturna desse meu Brasil, leitores e leitoras do Café e pessoas simpáticas em geral: se nesta linda noite de lua cheia, tão próxima da semana do dia dos namorados, vocês estão aqui e não num motel em Veneza tomando champagne, curtindo a lua de mel, comendo frutas afrodisíacas e fazendo amor, então, assim como eu, vocês perderam.
Sim, gente, vamos parar com churumelas porque o negócio é esse mesmo, conformem-se e não neguem com aqueles argumentos de sempre: “estou feliz solteira”, “o importante é ter saúde”, “tenho Playboy na TV à cabo”. Não, não. Assumam-se e sigamos adiante. Apesar dessa tristeza toda, no entanto, creio que não devemos perder a esperança. Por sinal, o filme de hoje é perfeito para mostrar que mesmo com esse nosso “jeito loser de ser” há sempre várias maneiras de sermos felizes. Cliquem no botão aí embaixo e experimentem.



sexta-feira, 1 de março de 2013

Resenha: Ernest: o bobo e a fera (Ernest scared stupid)


Nós, criaturas do lodo e da noite, sabemos que o mundo maravilhoso dos filmes trash tem diversas ramificações, ele vai do slasher mais sangrento ao pornô mais safado; tanto num caso quanto no outro temos a impressão de que esse é um tipo de cinema que não é para qualquer um, e que, sobretudo, é algo para adultos bem resolvidos e sem neuras com assuntos delicados. Quem é muito dogmático, decente ou simplesmente são não consegue apreciar bem o trash, pois ele faz sátira e heresia com tudo o que essas pessoas valorizam, em outras palavras, ele esculhamba com um monte de coisas as quais, se você louvar muito, vai se ofender assistindo uma obra que manga delas.
Todas essas coisas são muito verdadeiras, mas hoje vou precisar um limite para isso. Embora o trash seja sórdido, feio e tantas coisas mais, ele não é, necessariamente, feito para se restringir a um público adulto específico. O que quero dizer com isso? Bem, é simples: se há filmes ruins, feitos para que sejam ruins, direcionados para o público adulto, há igualmente filmes ruins, feitos para que sejam ruins, direcionados para crianças.
Não, não faça essa carinha feia de quem viu muita magia disney quando pirralho(a), pois garanto que você já assistiu pelo menos uma dúzia de filmes infantis que tinham de tudo para estragar sua vida – talvez até tenham conseguido!


segunda-feira, 28 de janeiro de 2013

Resenha literária: Manifesto canibal


            Então você se acha uma pessoa descolada e crítica, que crê que o cinema nacional começou com Dois filhos de Francisco e Se eu fosse você? Tem andado por aí dizendo que só tem sangue safadeza nos filmes brasileiros, mas não se importa de ir ao cinema assistir filmes americanizados cujos heróis, homens lindos e viris, vencem por meio da força e violência? Reclama da falta de incentivo aos artistas nacionais, porém só acompanha os lançamentos ligados ao circuito comercial e a globo filmes? Insulta as novelas, mas adora a Sessão da tarde e seus filmes imbecis? Pensa que Tropa de elite II é o melhor filme brasileiro de todos os tempos? Acha tudo isso normal e coerente, e não tem nenhuma vergonha na cara?
            Pois bem, saiba que o Café com Tripas estava esperando por você, caro leitor abobalhado. Nesta semana em que discutiremos a arte marginal, realizamos a primeira resenha literária deste blog abordando um dos homens mais cavernosos do cinema tupiniquim e seu Manifesto canibal, discutindo filmes, técnicas, sabotagens e revolta contra a hegemonia na arte. Portanto, sinta-se provocado!

quinta-feira, 1 de novembro de 2012

Resenha: Holocausto canibal (Cannibal holocaust)


            Semana de Halloween e nós do Café com Tripas, apesar de adorarmos a data, deixamos os doces, travessuras e até o Michael Myers, pelo menos por enquanto, para os outros falarem sobre. Hoje não buscamos o terror bonitinho das crianças fantasiadas batendo de porta em porta; não estamos interessados em desenhar rostinhos em abóboras, hoje nós queremos algo mais real, algo mais canibal.
            Vista sua roupinha de fantasma e bata em nossa porta pedindo doces, nós teremos todo o prazer de usa-lo como prato principal.