Então você se acha uma pessoa
descolada e crítica, que crê que o cinema nacional começou com Dois filhos de Francisco
e Se eu fosse você? Tem andado por aí
dizendo que só tem sangue safadeza nos filmes brasileiros, mas não se importa
de ir ao cinema assistir filmes americanizados cujos heróis, homens lindos e
viris, vencem por meio da força e violência? Reclama da falta de incentivo aos
artistas nacionais, porém só acompanha os lançamentos ligados ao circuito
comercial e a globo filmes? Insulta as novelas, mas adora a Sessão da tarde e
seus filmes imbecis? Pensa que Tropa de elite II é o melhor filme brasileiro de
todos os tempos? Acha tudo isso normal e coerente, e não tem nenhuma vergonha
na cara?
Pois bem, saiba que o Café com Tripas estava esperando por você, caro leitor abobalhado.
Nesta semana em que discutiremos a arte marginal, realizamos a primeira
resenha literária deste blog abordando um dos homens mais cavernosos do cinema
tupiniquim e seu Manifesto canibal, discutindo filmes, técnicas, sabotagens e
revolta contra a hegemonia na arte. Portanto, sinta-se provocado!

