quinta-feira, 5 de julho de 2018

Resenha: Hex (Thomas Olde Heuvelt)


               Olhe pra trás: está vendo a bruxa? Calma, não precisa ficar assustado, ela agora também faz parte da sua vida. Você pode tentar fugir, mas ela sempre irá te encontrar. Então apenas aceite a presença dela em sua vida. Tirando alguns sustos, ela não fará nada e não irá te machucar, desde que você não a incomode. Mas lembre-se: nunca, em hipótese nenhuma, tire a costura de seus olhos e sua boca, não queremos que ela saiba quem somos e, também, não podemos escutar o que ela tem a dizer. Ignore sua presença e siga sua vida, é tudo que podemos fazer.

quinta-feira, 7 de junho de 2018

Resenha: O colecionador (John Fowles)


            Você já desenvolveu um amor platônico por alguém? Algum garoto ou uma garota que você stalkeava (ou stalkeia) mesmo que essa pessoa nem saiba da sua existência ou que saiba, mas desconhece suas intenções? Já planejou uma vida junto com alguém mesmo que o máximo de contato tenha sido um “oi” no elevador? Ou pior ainda, já ficou com ciúmes de alguém que nem mesmo conhece a não ser por postagens em redes sociais? Não adianta mentir, é bem provável que você já tenha passado por algo do tipo, entretanto eu espero que não tenha chegado ao ponto de sequestrar a pessoa desejada para que ela possa te conhecer melhor.

quinta-feira, 24 de maio de 2018

Resenha: Stephen King, a biografia - Coração assombrado (Lisa Rogak)


Nós sabemos bem que se você está lendo isto aqui é porque já deve ter lido um bocado de livros do Stephen King, autor que apesar de não ter muitas resenhas neste blogue, está presente como má influência para nossos pensamentos. É bem provável que existisse um dedinho podre do King já quando essa pagina de extremo mau gosto foi concebida. Particularmente, apesar de já ter lido muitos livros dele e ter me perdido em diversas histórias, hoje não falarei de seus romances, mas sim de sua vida, que não é tão assustadora quanto seus livros, porem é tão interessante quanto. Portanto, pegue seu triciclo e vamos dar uma passeada pelo coração assombrado do rei.

quarta-feira, 16 de maio de 2018

Resenha: Noturno (Scott Sigler)


               Você lembra do seu último sonho? Qual foi a situação constrangedora ou amedrontadora vivenciada? Você estava correndo pelado pela escola enquanto um monstro vestido de Peter Pan te perseguia com uma panela na mão enquanto tocava Belchior? Sim, sonhos são capazes de nos levar pras situações mais bizarras possíveis, mas o que você faria se você começasse a sonhar com assassinatos que se concretizam na realidade? Tentaria descobrir que bruxaria é essa ou simplesmente voltaria a dormir, afinal a vida é muito curta pra desperdiçar horas de sono com crimes?

terça-feira, 24 de abril de 2018

Resenha: Legião (William Peter Blatty)


               Eu poderia levantar diversas questões sobre a existência de deus e do diabo, possessão demoníaca contra doenças psicológicas, se o gorfo da Reagan em O exorcista era guacamole ou suco detox de couve, mas a única coisa que quero saber é: o diabo montado em um bode preto x deus montado em um querubim, os dois a 80km/h tu acha que vai ficar um do lado do outro?

segunda-feira, 2 de abril de 2018

Mangá: Fragmentos do horror (Junji Ito)


            O “terror oriental” é mais comum do que aparenta. Obras como The ring que não só fizeram muito sucesso no cinema e integraram o imaginário de toda uma geração como também acabaram se tornando referências para o gênero do terror; mas ainda que o terror oriental tenha alcançado o mundo por meio do cinema, o mesmo não se deu tão amplamente com os mangás. Sabemos mais facilmente dos últimos filmes ruins do gênero que de mangás consagrados como aqueles de Junji Ito, sendo que embora os mangás de terror possuam uma diversidade ainda maior que os filmes, afinal existem em maior quantidade e a mais tempo, eles ainda são pouco conhecidos por nós.
               Ditas essas coisas, esta resenha do Café tenta dar uma leve mexida nesse estado de coisas e trazer boas referências aterrorizantes. 
               

quinta-feira, 22 de março de 2018

Resenha: Grave (Raw)


               Querido leitor, não sei se você já passou pela vida universitária; caso tenha passado, acho que você irá concordar com a gente que a faculdade é uma fase de transformação em todos os sentidos: intelectual, social, sexual, pessoal, etc. Claro que isso depende muito de pessoa pra pessoa: algumas estão mais interessadas nas festinhas e curtição, outras querem estabelecer sua base de contatos para o futuro, ou simplesmente adquirir o máximo de conhecimento possível para crescer como pessoa e, consequentemente, profissional, isso sem contar as pessoas que acabam despertando seus desejos canibais e querem comer, literalmente, os colegas. Independente das suas prioridades, é inegável que você saiu (ou vai sair) de um jeito diferente… Se você sobreviver.