Depois de ver filmes sobre massacres, eletrodomésticos assassinos,
fantasmas, lobisomens, ateus homicidas, e tantas coisas mais, vocês, leitores,
se acostumaram finalmente aos conteúdos deste blog malvado. Sangue, café,
filosofia, dentes arrancados, literatura, serras elétricas e risadas malignas;
hoje, tudo isso faz parte de suas vidas.
Admitam:
o Café com Tripas fez de vocês pessoas melhores.
Não,
não precisam dizer obrigado, apenas depositem sua gratidão na conta
do blog.
Apesar
de todas essas coisas, tenho percebido vocês meio acomodados,
não? Após ver aqui seres malignos do outro mundo, palhaços cruéis,
assassinos e bizarrices de toda sorte, já estão aí subestimando este
bloguinho, acreditando que nosso padrão de “qualidade” está estabilizado,
que não seríamos capazes supreender-vos novamente com outro filme
que seja tão vergonhoso, mas tão vergonhoso, que não é
melhor que ninguém nos veja vendo lendo sobre ele, não é?
Pois
bem. É para atestar seu erro que o Café, nesta
semana de discussões sobre o que nos mantém vivos, vai diretamente na raiz
das vergonhas brasileiras em busca de um filme há muito enterrado
longe de nossos olhos, diga-se de passagem, injustamente. É isso
mesmo, como vocês podem ver no título deste post, este blog joga pesado e
não põe limite para suas próprias baixezas, por isso, baixinhos
e baixinhas, chamemos para a superfície os nossos sentimentos mais
profundos e apaixonados, as lindas paquitas, os refrões inesqueíceis (“Tudo o
que eu fizer, eu vou tentar melhor do que já fiz”), os patinhos perdidos,
também as letrinhas, o L de liberdade, o U de universo, A de
amor, e, claro, o X de Xuxa.