Então você deseja um apocalipse zumbi? Uma enorme hecatombe na
qual os fracos morressem e os fortes tivessem sua virtude testada? E você
certamente vai estar entre os fortes, não é? Mas o que aconteceria depois da
catástrofe - quando fosse possível sobreviver de modo razoavelmente seguro, com
alimentação regular e até algum conforto -, o que você faria sem shoppings,
internet ou família? Reconstruiria a civilização? Para quê? Para haver
novamente miseráveis a quem explorar? Para sentarmos frente a televisão e rirmos
de nossa própria burrice? Instalaria um sistema político que seus descendentes
iriam deturpar e transformar em tirania? Ou desistiria? Tentaria apenas viver decentemente?
Seja qual for sua resposta, leitor, em “O dia dos mortos”,
depois de muitos ataques zumbis, tiros e mortes, a esperança já escorreu pelo
ralo. Restando somente algumas poucas pessoas e suas pretensões quanto ao
futuro. Imediatamente lhes aparece a questão: afinal, o que fazer com a vida
que nos resta?
Esta resenha faz parte de uma trilogia na qual comentamos os
três filmes clássicos da “Dead series” do diretor George Romero, sendo eles:
“Night of the living dead”, “Dawn of dead” e, agora, “Day of the dead”. Portanto,
se quiser ler o restante basta clicar aqui (“A noite dos mortos vivos”) ou aqui (“O despertar dos mortos").