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quarta-feira, 5 de março de 2014

Resenha: O ataque dos tomates assassinos (Attack of the killer tomatoes!)


“Em 1963 Alfred Hitchcock fez um filme chamado “Os pássaros” mostrando um ataque selvagem de um bando de criaturas aladas a seres humanos.
As pessoas riram.
No outono de 1975, 7 milhões de pássaros invadiram a cidade de Hopkinsville, Kentucky, resistindo aos melhores esforços para mantê-los longe.
Ninguém está rindo agora.”
Sim, criaturas noturnas leitoras do Café com Tripas, aprendam logo duas coisas: vocês não devem subestimar a vida útil deste blog, nem a periculosidade dos tomates!

domingo, 3 de novembro de 2013

Resenha: O império das formigas (Empire of the ants)


Depois de filmes sobre cobras perniciosas, ovelhas assassinas, lobisomens, vampiros, uvas malignas, zumbis que comem carne, zumbis que lutam kung fu e diversos outros tipos de monstros inusitados, um grupo de formigas gigantes não parece ser assustador para os leitores do Café com Tripas. De fato, vocês tem razão e exceto pelos efeitos especiais não há nada na obra que seja ofensivo aos seus olhos, no entanto, os méritos de O império das formigas não estão nos aspectos que normalmente consideramos ao analisar filmes trash, como a violência gráfica e outros elementos; mas justamente onde menos esperaríamos, como a caracterização de personagens e o clima, por exemplo.
Com isso, embora esse filme seja um grande mais do mesmo dos anos oitenta (só que com formigas), certos aspectos o tornam uma obra singular e até interessante. Claro que estou forçando um pouco a barra para você ler o texto até o final, o filme é tão ruim quanto vocês estão desconfiando, mas agora que já chegamos até aqui, vamos adiante!


domingo, 18 de agosto de 2013

Café com Tripas: 400 likes no facebook


Não importa que sejamos feios, não importa que sejamos burros, maus, ou que não tenhamos nada de qualidade para oferecer a vocês: o Café com Tripas continua crescendo e contaminando a internet como uma doença lenta e silenciosa que anticorpo nenhum vai curar. Assim, hoje comemoramos a marca de 400 likes no facebook, o patrocínio da Petrobras, da Rede Globo e do Eike Batista, só que é quase tudo mentira. O que é verdade, no entanto, é que agradecemos o apoio dos leitores e leitoras que desperdiçam suas vidas lendo parágrafos bobos como esse até o fim. Obrigado!


sábado, 29 de junho de 2013

Resenha: Tromeo e Juliet


Gente da noturna desse meu Brasil, leitores e leitoras do Café e pessoas simpáticas em geral: se nesta linda noite de lua cheia, tão próxima da semana do dia dos namorados, vocês estão aqui e não num motel em Veneza tomando champagne, curtindo a lua de mel, comendo frutas afrodisíacas e fazendo amor, então, assim como eu, vocês perderam.
Sim, gente, vamos parar com churumelas porque o negócio é esse mesmo, conformem-se e não neguem com aqueles argumentos de sempre: “estou feliz solteira”, “o importante é ter saúde”, “tenho Playboy na TV à cabo”. Não, não. Assumam-se e sigamos adiante. Apesar dessa tristeza toda, no entanto, creio que não devemos perder a esperança. Por sinal, o filme de hoje é perfeito para mostrar que mesmo com esse nosso “jeito loser de ser” há sempre várias maneiras de sermos felizes. Cliquem no botão aí embaixo e experimentem.



domingo, 26 de maio de 2013

Resenha: As aventuras de Sérgio Mallandro


Diga, leitor, você está desesperados por um bom filme trash?
Você está desesperado?
Você está desesperado!?
Então grita: ahh!
Grita mais alto, mais desesperado: ahhh!
Que se abra então a porta dos desesperados!


quarta-feira, 8 de maio de 2013

Grandes clichês do cinema (Parte II)


Muito bem, leitores e leitoras do Café, vocês deixaram bilhetes de ameça, cartas com anthrax, e-mails com xingamentos à mãe, maçãs envenenadas, pichações no portão e nós conseguimos, finalmente, captar seu amor incondicional. Respondendo aos zilhões de pedidos (dois), lançamos hoje a continuação da série “Grandes clichês do cinema”. Acompanhem!


sexta-feira, 3 de maio de 2013

Resenha: Uma noite alucinante/A morte do demônio (The evil dead)


Eu sei que vocês já viram esse filme.E gostaram muito.
Eu sei que vocês já viram esse filme. E gostaram mais ainda.
Eu sei que vocês já viram esse filme. E construíram um altar para ele.
Eu sei que vocês amam esse filme tanto quantos suas próprias mães.
Eu sei que irão me cortar com uma motosserra caso eu fale mal dele.
Eu acho que estou ficando com medo de abordar esse filme...


terça-feira, 2 de abril de 2013

Nota de falecimento: Jess Franco


Atenção, amigos e amigas do Café com Tripas: hoje, dia dois de abril de 2013, morreu Jesus. Quer dizer, não aqueeeele Jesus que vocês estão pensando, o que atraía multidões e encaminhava suas almas para caminho da salvação. Não, esse não. O Jesus de que estou falando também atraía muita gente, porém, ao contrário do outro, não queria se salvar, mas se perder.
Jesús Franco, também conhecido como Jess Franco, é um dos grandes diretores espanhóis, considerado uma espécie de pai do cinema B no país. Dirigiu mais de duzentos filmes, sendo alguns dos mais famosos: Gritos em la noche (1962), Necronomicón (1968) e Diário íntimo de uma ninfómana (1972), tornando-se particularmente famoso por misturar pornô e horror (o que alguns nomeiam como “filmes horróticos”). “Pornô também é cinema”, dizia.
Jess morreu hoje cedo por conta de um derrame, felizmente, tendo tido tempo de estrear este ano seu último filme “Al Pereira vs The Alligator Women”.
Sendo ele um grande artista de obras que rodam fora do circuito comercial e misturam elementos que amamos tanto, como o horror e (por que não?) o pornô, nós aqui do Café com Tripas não poderíamos deixar de fazer aqui esta pequena nota e lembrar que sim, há quem produza arte de grande qualidade para além do mundo oficialesco que deseja cristalizá-la, e sim, também há quem, como nós, aprecie imensamente isso.

sábado, 30 de março de 2013

Resenha: Lua de cristal




Depois de ver filmes sobre massacres, eletrodomésticos assassinos, fantasmas, lobisomens, ateus homicidas, e tantas coisas mais, vocês, leitores, se acostumaram finalmente aos conteúdos deste blog malvado. Sangue, café, filosofia, dentes arrancados, literatura, serras elétricas e risadas malignas; hoje, tudo isso faz parte de suas vidas.
Admitam: o Café com Tripas fez de vocês pessoas melhores.
Não, não precisam dizer obrigado, apenas depositem sua gratidão na conta do blog.
Apesar de todas essas coisas, tenho percebido vocês meio acomodados, não? Após ver aqui seres malignos do outro mundo, palhaços cruéis, assassinos e bizarrices de toda sorte, já estão aí subestimando este bloguinho, acreditando que nosso padrão de “qualidade” está estabilizado, que não seríamos capazes supreender-vos novamente com outro filme que seja tão vergonhoso, mas tão vergonhoso, que não é melhor que ninguém nos veja vendo lendo sobre ele, não é?
Pois bem. É para atestar seu erro que o Café, nesta semana de discussões sobre o que nos mantém vivos, vai diretamente na raiz das vergonhas brasileiras em busca de um filme há muito enterrado longe de nossos olhos, diga-se de passagem, injustamente. É isso mesmo, como vocês podem ver no título deste post, este blog joga pesado e não põe limite para suas próprias baixezas, por isso, baixinhos e baixinhas, chamemos para a superfície os nossos sentimentos mais profundos e apaixonados, as lindas paquitas, os refrões inesqueíceis (“Tudo o que eu fizer, eu vou tentar melhor do que já fiz”), os patinhos perdidos, também as letrinhas, o L de liberdade, o U de universo, A de amor, e, claro, o X de Xuxa.



quarta-feira, 6 de março de 2013

Café com Tripas: 300 likes no Facebook


Sobrevivendo a mais de um ano aos filmes mais horríveis que a humanidade já produziu, o Café com Tripas comemora hoje a marca de 300 likes no facebook, o que para um blog sobre cinema trash é mais ou menos como vencer a São Silvestre plantando bananeira. Por isso, agradecemos a todos vocês, pessoas de mau gosto da internet, que vem aqui prestigiar nossas bobagens. Que venham mais cem likes!

sexta-feira, 1 de março de 2013

Resenha: Ernest: o bobo e a fera (Ernest scared stupid)


Nós, criaturas do lodo e da noite, sabemos que o mundo maravilhoso dos filmes trash tem diversas ramificações, ele vai do slasher mais sangrento ao pornô mais safado; tanto num caso quanto no outro temos a impressão de que esse é um tipo de cinema que não é para qualquer um, e que, sobretudo, é algo para adultos bem resolvidos e sem neuras com assuntos delicados. Quem é muito dogmático, decente ou simplesmente são não consegue apreciar bem o trash, pois ele faz sátira e heresia com tudo o que essas pessoas valorizam, em outras palavras, ele esculhamba com um monte de coisas as quais, se você louvar muito, vai se ofender assistindo uma obra que manga delas.
Todas essas coisas são muito verdadeiras, mas hoje vou precisar um limite para isso. Embora o trash seja sórdido, feio e tantas coisas mais, ele não é, necessariamente, feito para se restringir a um público adulto específico. O que quero dizer com isso? Bem, é simples: se há filmes ruins, feitos para que sejam ruins, direcionados para o público adulto, há igualmente filmes ruins, feitos para que sejam ruins, direcionados para crianças.
Não, não faça essa carinha feia de quem viu muita magia disney quando pirralho(a), pois garanto que você já assistiu pelo menos uma dúzia de filmes infantis que tinham de tudo para estragar sua vida – talvez até tenham conseguido!


sexta-feira, 15 de fevereiro de 2013

Resenha: A super fêmea

            
            Sabe aquele filme que você está querendo ver no cinema? Ou aquela moto sensacional que nem nos seus sonhos mais ambiciosos você consideraria comprar? E o apetrecho tecnológico super bacana que você deseja ganhar de presente? Então, sabe todos esses itens?
            Você acha mesmo que está os escolhendo?


quarta-feira, 13 de fevereiro de 2013

Para a felicidade geral da nação: um ano de Café com Tripas!


Se eu fosse um daqueles marqueteiros espertinhos que reaproveitam os mesmos slogans todos os anos, eu diria que hoje o Café com Tripas faz aniversário, mas quem ganha o presente é você. Porém, deixemos de baboseira porque tanto quanto essas promoções fajutas eu não tenho nada para dar a você. Vou falar a que vim: hoje, dia treze de fevereiro de dois mil e treze, o Café com Tripas, esse pequeno jardim de frutos mal cheirosos, completa um aninho de vida. Talvez não seja grande coisa, mas aposto que durou mais que seu último namoro, não?
Seja como for, temos algumas coisinhas de que nos gabar, então aguente aí enquanto vou esfregá-las sutilmente na sua cara enquanto finjo que estou recaptulando a situação: de nosso começo até hoje foram mais de quarenta resenhas e curta-metragens (eu acho), mais de cinquenta resenhas (não, não vou ficar contando para te dizer o número exato), fora um monte de literatura, textos de opinião e coisas que, desde o princípio do blog, duvidamos se haveria quem se interessasse. Por isso, é muito bacana ver que um espaço apoiado fortemente em textos e conceitos, que versa sobre uma coisa tão alternativas quanto o cinema trash, tenha sobrevivido um ano que seja. Parabéns a nós e a vocês que conseguiram ganhar as barreiras que se intermpõem a esse tipo de cultura
Finalmente, ditas essas coisas, o próximo passo seria agradecer os leitores do Café com Tripas o acesso, a paciência, os likes e essas coisas cafonas que a etiqueta manda, porém, este blog não respeita leitores bunda-moles que vem aqui para levantar sua autoestima querendo agradecimentos, afeto e afagos - vamos pular essas frescuras, ninguém aqui vai ficar levantando seu ego não. O quê? Ficou sentido? Quer um abraço? Um beijinho? Então dá um nesse carinha aí em baixo, ó:



quinta-feira, 31 de janeiro de 2013

Resenha: Arrombada - vou mijar na porra do seu túmulo!!!


Hei! Você aí que está com as sobrancelhas arqueadas, tentando descobrir se esse filme existe de verdade e se há quem tenha coragem o bastante para assisti-lo. É, você mesmo! Não, não! Nem pense em sair agora e fingir que é com outra pessoa, é contigo mesmo!
Fique aqui e clique no link da resenha ou vou acender uma velinha para que o Petter Baiestorf agarre seu pé à noite. Quer correr o risco?

terça-feira, 29 de janeiro de 2013

Opinião: Por que assistir cinema trash nacional?


        Que careta é essa aí? Ah, seu rosto é assim mesmo?
            De qualquer modo, alegre-se, leitor, faça uma carinha bonitinha e disfarce esse estranhamento com a expressão “cinema trash nacional”, pois você há de se encontrar com ela muitas vezes mais enquanto continuar amigo do Café com Tripas. Talvez, daqui a um tempo comece até a achá-la bonitinha e queira trocar umas carícias com ela num lugar privado. Aí é contigo e não me diz respeito. Porém, este blog sujo, feio e malvado está aqui justamente para tornar essa baranga um pouco mais atrativa, ressaltando suas qualidades, mostrando que sua feiura é só aparente e você até pode gostar dela. Portanto, vamos realizar hoje uma apologia do cinema trash nacional abordando um pouco os problemas ligados a esse tipo de arte, explicando porque ela é odiada e porque não deveria ser. Sendo assim, escove seus dentes e vista sua roupa melhorzinha, pois vamos te introduzir a alguém muito especial.

segunda-feira, 28 de janeiro de 2013

Resenha literária: Manifesto canibal


            Então você se acha uma pessoa descolada e crítica, que crê que o cinema nacional começou com Dois filhos de Francisco e Se eu fosse você? Tem andado por aí dizendo que só tem sangue safadeza nos filmes brasileiros, mas não se importa de ir ao cinema assistir filmes americanizados cujos heróis, homens lindos e viris, vencem por meio da força e violência? Reclama da falta de incentivo aos artistas nacionais, porém só acompanha os lançamentos ligados ao circuito comercial e a globo filmes? Insulta as novelas, mas adora a Sessão da tarde e seus filmes imbecis? Pensa que Tropa de elite II é o melhor filme brasileiro de todos os tempos? Acha tudo isso normal e coerente, e não tem nenhuma vergonha na cara?
            Pois bem, saiba que o Café com Tripas estava esperando por você, caro leitor abobalhado. Nesta semana em que discutiremos a arte marginal, realizamos a primeira resenha literária deste blog abordando um dos homens mais cavernosos do cinema tupiniquim e seu Manifesto canibal, discutindo filmes, técnicas, sabotagens e revolta contra a hegemonia na arte. Portanto, sinta-se provocado!

quinta-feira, 17 de janeiro de 2013

Resenha: O vingador tóxico parte III (The toxic avenger part III: the last temptation of toxy)



            É um pássaro?
É um avião?
Não, é um ex ser humano feio, tolo e fraco, que após uma tentativa de suicídio pós bullyng caiu num barriu de lixo tóxico e veio se tornar “O vingador tóxico”, um monstro fortíssimo que combate o crime com violência e sarcasmo resistindo ao mal e à corrupção, sendo repetidamente desafiado por facínoras de pouco poder, até que em “O vingador tóxico parte II” precisou enfrentar a força das grandes corporações e bater de frente com o próprio capitalismo...
Mais legal que um passarinho, não é?

quinta-feira, 10 de janeiro de 2013

Resenha: Universidade do prazer (Pledge this!)


            Café traz uma loira que acabou se tornando um símbolo social não pela inteligência, não pela humildade e nem mesmo por trazer coisas boas para a sociedade (mentira, tem aquele filme porn... deixa pra lá), mas sim por representar tanto aquilo que grande parte das pessoas repudiam, quanto o que muitos (até mesmo alguns que criticam) querem ser.
            Por isso, abram as cortinas, foquem os holofotes e expulsem todos os pobres porque ela está entrando na passarela carregando toda a beleza, riqueza, elegância e futilidade que muitas pessoas cobiçam. Levantem e recebam... (rufem os tambores)... PARIS HILTON
Sim, caros amantes do trash, deixem todo o sangue, desmembramentos e gore para as outras resenhas, porque hoje, o Café traz a Barbie da vida real para mostrar que Paris também é trash.



segunda-feira, 7 de janeiro de 2013

Grandes clichês do cinema (Parte I)

 
           Era noite e chovia. Um grupo de jovens busca ajuda após o carro quebrar no lugar ermo. Encontraram um casarão, terríveis situações e muitos clichês.
           Aposto que você já viu ao menos um filme assim, não? E dois? E três? E mais de uma dezena?